27.9.08

+ PAUL NEWMAN

26.9.08

CHOVE CHUVA

Simenon, me aguarde... Se continuar chovendo assim, essse fim de semana passaremos juntos: eu e você.

14.9.08

Era uma vez e eu desenhava insetos num caderno azul. O tempo dá seus revolteios e o caderno azul sumiu.

20.8.08

-"Atenção, eu sou a mosca
A grande mosca
A mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto
A zum-zum-zumbizar
Observando e abusando
Olha do outro lado agora
Eu tô sempre junto de você
Água mole em pedra dura
Tanto bate até que fura
Quem, quem é?
A mosca, meu irmão!"

Raul Seixas

21.7.08

'Depois que morre, cabou-se'

Edilson Avelino dos Santos - Pai de Jonathan dos Santos Alves, que se perdeu na Amazônia; Na batida do 'Jonatas', ele empreendeu uma busca épica pelo filho no interior da Amazônia

Eu disse pra ele: "Cuidado rapaz... cê não vai caçar lá não, que pra depois do Rio Branquinho é mata fechada cheia de igarapé, cheia de pântano. Tem muita onça, muita sucuriju, a cobra grande que é muita cobra. A floresta, ali naqueles ponto e pra todo adiante, é uma floresta alta, cheia de ladeirão e barranco". Mas o Jonatas foi. Ele e mais quatro. Pessoal ingrato, mau companheiro. Porque os quatro voltaram, mas ele não. O Jonatas tava vestido numa calça jeans, tênis, uma camisa do Exército, um chapéu. Levou uma espingarda, 14 cartucho, um canivete e um isqueiro. Na beirada do rio, fiquemo nós no aguardo: atiremo pra cima, provoquemo barulho. Então eu ouvi um tiro: era pra muito longe e aquilo me agoniou. A primeira noite, o Jonatas passou lá pra dentro do mato. Nós no aguardo. Durante 20 dias, o corpo de bombeiro fez busca na floresta. Num arrumaram nada. Eles entravam num dia e voltavam no outro. Sempre a pé. Depois desistiram. Eu não: eu tinha feito a minha equipe. Eu, meu outro filho e dois filho de índio aqui do Amazonas - o Ricardo e o Roberto. Nós fumo e andemo. Oito, dez dia seguido nós dormia na mata. Montava acampamento nas encosta, misturava a conserva no arroz, comia, depois ia dormir na rede. Acordava 5 hora da manhã, tomava Nescafé e saía andando de novo. Nós ia sempre na batida do Jonatas: cada vez que ele tomava outro rumo, quebrava uns galhinho e ia deixando no chão umas seta. O Jonatas sabia que a gente ia atrás dele. Primeiro ele se aprofundou. Depois tentou voltar. Deu pra ver pelas seta: ele andava 1 km, quebrava, andava outro, quebrava de novo, lá mais pra frente invertia outra vez. Eu orava de joelho dentro do mato: "O Senhor fechou a boca dos leão sobre Daniel. Senhor, fecha a boca da onça sobre o meu filho. Fecha a boca da cobra, meu Senhor".

(Edilson Avelino dos Santos, 41 anos, é o pai do Jonathan. É testemunha de Jeová. Não sabe ler nem escrever: apenas assina o próprio nome, repetindo o desenho das letras. Ele só chama o Jonathan de Jonatas. Não é apelido - é o jeito que o Edilson tem de falar. Jonathan tinha 18 anos. Era o seu filho mais velho. O Gérson tem 17. A Jéssica, 15. Ela tem síndrome de Down. O Edilson sempre passou por muitas dificuldades: ele mora em um sítio às margens de uma estrada de terra que corta a BR-174, ligação entre Manaus e Boa Vista, e vive exclusivamente daquilo que planta. Está 107 km ao norte de Manaus, no município de Presidente Figueiredo. Na sua casa não tem televisão - tem uma moto, que é para o Edilson se deslocar até a cidade. Ele vive com a mulher. Mas quem criou o Jonathan foi a sua irmã que mora em Manaus, a Iraci. Tanto que o sobrenome do Jonathan, registrado quando ele tinha 5 meses, é o sobrenome dela da época de casada - J. dos Santos Alves. (...))

No meio da mata, depois de muito ir e voltar, o Jonatas começou a subir pela lateral do Rio Branquinho. Ele na frente e nós atrás, na batida das pegada. Depois de oito dias nesse encalço, a farinha começou a acabar. Fomo obrigado a sair da mata fechada, jogamo o sol nos ombro e tomamo uma vicinal. Em Presidente Figueiredo, pedimo ajuda pra guarda municipal: eles iam entrar lá pela cabeceira onde nasce o rio e descer fazendo a varredura, ao tempo que nós fechava por baixo. Eles toparo e nós fomo - e nada. Nessa situação de pensamento, eu concluí que não tinha outro jeito: o Jonatas tá dentro da Mutembol, que é uma fazenda aqui da região. Então eu cheguei pro Gerson, pro Ricardo e pro Roberto: "Olha, é a última busca que eu vou fazer, porque eu não agüento mais andar no mato. Eu quando era novo tinha muita resistência. Sou mateiro profissional. Mas agora eu tenho 41 e não agüento mais. Eu quero saber se ocês tão comigo". Os índio então responderam: "Tamo contigo até morrer, até onde cê quiser". Nós arrumemo tudo nas costa: lona, goiabada, suco, leite, arroz de saquinho, espingarda, cantil, lamparina, lampião, dois litro de óleo diesel, o meu terçado de bainha. Comprei tudo em Figueiredo - tudo pendurado na conta do mercadinho.

Na sexta-feira retrasada, nós entremo de novo atrás dele. Subimo um pedação do rio, andemo um dia inteiro até o ponto que ele tinha que ter quebrado na Mutembol. Nós num sabia, mas o Jonatas tava a menos de 4km da gente. Quando começou a chegar o final da tarde, por essa passagem da 5 hora, encontremo um trecho de mato muito alto. Ia ter que cortar. O dia tava começando a escurecer e nós ficamo indeciso se não era melhor pernoitar por ali e retomar o trabalho no dia seguinte. Foi isso que nós fizemo, e eu me arrependo muito. Naquela madrugada caiu uma chuva muito forte, o tempo ficou frio, o barulhão da água e do vento na copa das árvore - o Jonatas pegou essa chuva todinha, né, tava ali do lado. No sábado de manhã nós abrimo a picada. Andemo. Era 9h30 pras 10 quando o índio mateiro avistou: "Olha ali onde é que tá lá o menino!" Jonatas tava sentado na beira de um igarapé. Tava deitado assim meio encostado num toco. Gritei e corri: "Meu filho, pelo amor de Deus!!!" Encontrei ele magro, magro, magro igual menino da Etiópia. Não tinha mais coxa, as costela dele todinha nas costa. Tava com a gandola aberta e só de cueca - todo evacuado. Peguei a cabeça dele no colo, ele todo mole: "Meu filho, meu filho!!!" Olhei e ele não tinha mais rosto - o rosto secou e o que ele tinha mais era olho. Um olho aboticado, regalado na cara. Ele olhou pra mim e fez que ia lagrimar. Depois soltou um gemido: "Uhhh..." Então fechou os dente e começou a endurecer. "Gerson, meu filho, acode seu irmão, traz o suco, tira o soro, rasga, bota na água, tira o cantil!!!" Aquela agonia. Depois, as juntinha dele começou a amolecer, as juntinha da mão, tudo. Eu dei compressa em cima do coração dele, pra baixo, apertando, apertando. Mas quando eu fui fazer boca a boca, ele prendeu inda mais os dente, trancando bem duro. Então eu comecei a gritar. A gente tava a 30km da estrada. Eu queria uma asa pra me tirar dali.

(O Jonathan era um menino que queria ser forte. Na verdade, queria ser como um primo dele, que é modelo fotográfico. Por isso o Jonathan queria fazer uma academia. Não sendo possível nada disso, era um bom jogador de futebol - queria fazer a escolinha do Flamengo. Não apenas por essa razão, foi um estudante que não chegou lá. Parou no terceiro ano do ensino fundamental. Não sabia ler nem escrever direito. Foi prejudicado por um defeito na audição, apenas parcialmente resolvido quando a Iraci retirou do seu ouvido uma grande quantidade de cera. Ainda assim, o Jonathan gostava de escutar música. Nos últimos tempos, somente hip hop. Vestia-se como um rapper: as calças bem largas, a munhequeira, umas correntes no pescoço. Era hábil na street dance. Podia virar artista. Mas no caso do Jonathan, era bobagem ficar sonhando com essas coisas. Então ele se alistou no Exército. Era para ter se apresentado no dia 1º de junho. Mas na ocasião fazia 20 dias que ele estava sumido na mata - e nesse dia os bombeiros suspenderam as buscas.)

No sábado de manhã, o sábado 28, o Jonatas trancou os dente e morreu no meu colo. Antes, quando ele tava deitado sem força, a varejeira tinha botado uns tapuru na boca dele, entre os dente e o beiço. Nós retiremo os inseto. Eu limpei o corpo com repelente e óleo diesel, que era pra remover o resto de bicho - o cabelo tava cheio de ova, a pele cheia de carrapato. Vesti nele umas roupa que a Iraci tinha mandado, para o caso mesmo da gente localizar o menino. Eu abri uma rede, coloquei o corpo dele lá dentro, costurei, trespassei uma vara comprida pra poder carregar. Fui sozinho na frente procurar ajuda. Botei pra andar. Os outros três veio atrás, carregando o Jonatas. Onde eu passava, dava chute nim pau com meu coturno. Sentia muito remorso-desgosto, muita ira de raiva. Porque se fosse filho de rico, tava tudo aí rodando, os helicóptero, o pessoal tudo atrás. Aqui perdeu um velho outro dia, veio até cão farejador, exército, avião. Mas o velho tava em Manaus, mentindo pra mulher. O meu filho não: o meu filho precisava de verdade. Por isso eu gritava e reclamava de Deus: "Por que me abandonaste, Senhor? Por que abandonaste meu filho?" Quando escureceu, dormi sozinho no mato: sem fogo nem luz, eu armei uma rede bem alta, aproveitando o tronco de duas árvore. Quando eu entrei na rede, o breu da floresta já tava bem escuro - o breu da Floresta Amazônica. Passei a noite todinha chorando: um vazio danado, um buraco bem grande dentro de mim.

De manhã cedo eu continuei. Saí na estrada às 9 da manhã de domingo. Quando voltei com os pessoal pra ajudar no resgate, encontrei o Gérson e os dois índio saindo da mata. "Cadê o Jonatas, meu filho?" O Gérson: "Ninguém agüentou mais carregar, meu pai, tava fedendo e inchando, ninguém agüentou. Então nós enrolemo a lona na rede dele e amarremo lá em cima numa árvore, longe dos bicho, que era pra depois resgatar". O resgate aconteceu só na segunda-feira. Os bombeiro arrumaram um helicóptero. O Jonatas veio amarrado do lado de fora, pendurado numa corda. Depois velemo e enterremo.

(A Iraci está muito inconformada. Diz que se tivesse algum dinheiro, R$ 3 mil ou R$ 4 mil no banco, teria pago uma hora de helicóptero para sobrevoar a selva durante as buscas. Infelizmente, "o meu débito estava negativo". Já o Edilson, ele quer sair do sítio. Vai morar em Presidente Figueiredo, que não tem esse nome por causa do general, mas em homenagem ao primeiro presidente da província do Amazonas, João Baptista de Figueiredo Tenreiro Aranha (1798-1861). O Edilson está devendo um dinheiro no mercadinho da cidade. Nesses 50 dias de procura pelo filho, emagreceu 30kg.)

Uma lição dessa história? O senhor põe isso aí: o pai, quando tiver seu filho, tem que fazer por ele enquanto ele tá vivo. Depois que morre, cabou-se.

***

Por falta do que dizer de próprio, publico aqui uma matéria do jornalista Fred de Melo Paiva.

25.6.08

29.5.08

Ontem marido e eu fomos ao cinema. Aliás temos ido mais ao cinema depois que descobri que aqui pertinho do trabalho um cinema Severiano Ribeiro custa R$8,00 a inteira na quarta-feira.

Então, Indiana Jones é aquela coisa, acaba e a gente acha ruim, porque queria mais. Dá até pra perdoar a esparrela da geladeira e as cataratas do Iguaçu no meio da Amazônia. É uma aventura anos 80 que tem até aviãozinho voando no mapa. A-mei.
Uma das minhas responsabilidades no trabalho é ler jornal (03 por dia) e revistas (muitas por mês). Além disso passo muito tempo na internet. Então estou com uma sensação muito clara, quase uma dor, que estou sofrendo de informatite. Inflamação de informações.

Socorro, eu quero uma casa no campo. Unplugged.

P.S.: O pior de tudo é a Carta Capital. Urgh.

5.5.08

A morte é feia.

29.4.08

Alguém me ajudaria a elaborar um projeto sócio-cultural? A idéia está pronta. O problema é a elaboração do projeto para aplicar no MinC.

25.4.08

- Os caras estacionaram tão grudados no meu carro que não dava pra entrar. Tive que me inscrever num curso de contorcionismo do Cirque du Soleil pra conseguir entrar. Fiquei p@#$%, peguei um folhetinho e deixei um recado no limpa-chuva.

- Mas foi um recado Pop Rock ou um recado Hard Core?

15.4.08


Um amigo, que é engenheiro florestal, me disse que eles são uma praga no Rio de Janeiro, que vieram da Bahia e aqui são predadores e tal. Meu tio, que é do IBAMA, diz que se tem macaco tem a cadeia alimentar toda abaixo dele, então é bom. E eu só digo que adooooro abrir a janela de manhã e dar de cara com ele assim, me olhando. Mim Vivianne.
Comnprar esse apartamento foi a mais feliz decisão desde nem sei quando. Primeiro por ser o primeiro. Nunca antes tinha comprado um apartamento, e assim, de minhas economias, surgir um imóvel, é fantástico. Poder quebrar - e quebrar - uma parede é uma experiência metafísica. E eu tenho horta! Parede acima, mas tenho horta.
E o meu quintal é uma floresta.

7.4.08

Então a reforma vai dando cria. De coração.
Presente de marido.

3.4.08

Dona Lídia, uma senhora de uns 70 anos, sacudida, morava sozinha numa casa antiga na esquina que a rua onde moro faz com a praça. Um dia Dona Lídia viu uma gatinha, filhote, uns 02 meses, na rua. Pegou pra cuidar, levou ao veterinário, lhe deu um nome, uma casa. Quem passava pela rua via as duas na janela. Eu (que saí de Minas, mas Minas não saiu de mim) parava, conversava, brincava com a gatinha, falava do tempo. Dona Lídia quando ria, os óculos lhe subiam nas bochechas. Danu* era brava, fazia caras e chiados de fera, mas se amolecia toda embaixo de carinhos.

A gatinha foi sua companhia até o dia em que Dona Lídia morreu dormindo.

***

A primeira vez que vi pessoas estranhas na casa, empacotando coisas, não percebi de pronto, perguntei pela Dona Lídia, se ia se mudar. Então me contaram que ela havia morrido. Perguntei pela gatinha e me responderam: "tá por aí". Ontem eu descobri onde é o "por aí": na rua. Ia passando em frente a casa e vi Danu. Toquei a campainha, na esperança que fosse uma fugidinha, mas não era. A casa vai ser desocupada e ela não é mais querida ali. Me abaixei, e ela veio pro meu colo. O que mais eu poderia fazer? Trouxe ela pra casa.

Depois de 03 semanas despejada, a gatinha está magra e triste. Correu pra debaixo de minha cama. O Merlin, meu gato, que é um buda, nem te ligo. A Mel foi lá, mas correu com medo dos chiados de Danu.

Tentei de tudo pra ela sair de debaixo da cama, mas não consegui. Então coloquei uma caixa extra de areia, e potes extras de água e comida.

Fui dormir, no meio da noite, ao acariciar o Merlin que dorme sempre encima de mim, percebi que o pelo era estranho. Era Danu, que expulsou Mel&Merlin do quarto. Aproveitei que ela estava ao alcance e a levei para onde ficam água, comida e caixa de areia. Ela não me decepcionou. Comeu muito, bebeu um pouquinho d’água e usou a caixinha.

Agora começa minha saga para socializá-la e conseguir alguém de bom coração para adotá-la. Desejem-me sorte.

*Danu é a deusa celta da terra, da vida e da morte.

2.4.08

If I was a flower growing wild and free
All I'd want is you to be my sweet honey bee.
And if I was a tree growing tall and greeen
All I'd want is you to shade me and be my leaves

If I was a flower growing wild and free
All I'd want is you to be my sweet honey bee.
And if I was a tree growing tall and greeen
All I'd want is you to shade me and be my leaves

All I want is you, will you be my bride
Take me by the hand and stand by my side
All I want is you, will you stay with me?
Hold me in your arms and sway me like the sea.

If you were a river in the mountains tall,
The rumble of your water would be my call.
If you were the winter, I know I'd be the snow
Just as long as you were with me, let the cold winds blow

All I want is you, will you be my bride
Take me by the hand and stand by my side
All I want is you, will you stay with me?
Hold me in your arms and sway me like the sea.

If you were a wink, I'd be a nod
If you were a seed, well I'd be a pod.
If you were the floor, I'd wanna be the rug
And if you were a kiss, I know I'd be a hug

All I want is you, will you be my bride
Take me by the hand and stand by my side
All I want is you, will you stay with me?
Hold me in your arms and sway me like the sea.

If you were the wood, I'd be the fire.
If you were the love, I'd be the desire.
If you were a castle, I'd be your moat,
And if you were an ocean, I'd learn to float.

All I want is you, will you be my bride
Take me by the hand and stand by my side
All I want is you, will you stay with me?
Hold me in your arms and sway me like the sea.

1.4.08

Eu estive em San Serriffe.
Are Mokkelbost
Convém que o sonho tenha margens de nuvens rápidas
e os pássaros não se expliquem, e os velhos andem pelo sol,
e os amantes chorem, beijando-se, por algum infanticídio

Convém tudo isso, e muito mais, e muito mais...
E por êsse motivo aqui vou, como os papéis abertos
que caem das janelas dos sobrados, tontamente...

Depois das ruas, e dos trens, e dos navios,
encontrarei casualmente a sala que afinal buscava,
e o meu retrato, na parede, olhará para os olhos que levo.

E encolherei meu corpo nalguma cama dura e fria.
(Os grilos da infância estarão cantando dentro da erva...)
E eu pensarei: «Que bom! nem é preciso respirar!...»

Cecília Meireles

Para Dona Lídia, que morreu dormindo.

28.3.08

Os diamantes são indestrutíveis?
Mais é meu amor.
O mar é imenso?
Meu amor é maior,
mais belo sem ornamentosdo que um campo de flores.
Mais triste do que a morte,
mais desesperançadodo que a onda batendo no rochedo,
mais tenaz que o rochedo.
Ama e nem sabe mais o que ama.

Adélia Prado