A minha cara t'a queimando at'e agora.
O Professor (leia prof'essor) acabou de falar em alto e bom som que eu acabo de tornar o trabalho dele obsoleto. 'E que hoje eu consegui um resultado excelente. E 'e claro que eu s'o consegui esse resultado porque cometi um erro e a coisa acabou dando certo.
9.7.02
Hoje percebi que o asfalto aqui entorno de onde eu trabalho 'e vermelho. N~ao tinha percebido antes. N~ao sei porqu^e percebi agora.
Outra coisa: n~ao sei se Mercedes aqui 'e carro popular, mas a concentrac~ao de Mercedes na garagem do pr'edio onde trabalho 'e gritante. S~ao 12 vagas e hoje eu (n~ao resisti e) contei 6 Mercedes reluzentes. 2 Jaguar, 1 Rover de luxo (o mais bonito) e 1 Alfa Romeo, Ah! Tem 1 Fiesta.
Ser'a que o asfalto faz as vezes de tapete?
Outra coisa: n~ao sei se Mercedes aqui 'e carro popular, mas a concentrac~ao de Mercedes na garagem do pr'edio onde trabalho 'e gritante. S~ao 12 vagas e hoje eu (n~ao resisti e) contei 6 Mercedes reluzentes. 2 Jaguar, 1 Rover de luxo (o mais bonito) e 1 Alfa Romeo, Ah! Tem 1 Fiesta.
Ser'a que o asfalto faz as vezes de tapete?
7.7.02
J'a ca'i de 'arvore.
J'a escorreguei na lama.
J'a fui suspensa da escola.
J'a ganhei em jogo.
J'a tive uma cidade. J'a perdi duas cidades.
Nunca comi jil'o.
J'a quebrei o braco. Nunca quebrei a perna.
J'a fui internada num hospital.
J'a tive um p'e de jabuticaba. Nunca tive um pomar.
J'a li O Manifesto do Partido Comunista. Em vers~ao compilada. Nunca li Dom Casmurro.
J'a escrevi poesia.
J'a vi um assassinato.
J'a sonhei com Jason.
Nunca vi um parto.
J'a tive acesso de riso em um vel'orio. Em dois. Em tr^es. Tenho acessos de riso em vel'orios.
J'a tive um acesso de riso numa papelaria. S'o de olhar pro vendedor. E ele n~ao era feio. Nem bonito. Normal.
J'a perdi a oportunidade de ficar calada.
J'a perdi a oportunidade de falar.
J'a chorei de alegria.
J'a fiquei sem chorar de tanta tristeza.
Eu vi o Ulisses Guimar~aes de sunga de banho.
Nunca doei sangue.
J'a ganhei poesia.
J'a quis ter outro nome.
Nunca vi Rambo. Nem O Exterminador do futuro.
Nem um filme da primeira trilogia Star Wars inteiro.
J'a ganhei um buqu^e de flores de pl'astico.
J'a chorei escondido.
J'a aprendi a tocar piano. E n~ao sei mais ler partitura. J'a sonhei que eu destru'ia um piano com um machado.
J'a comprei um livro pelo cheiro. De livro antigo.
J'a fiquei pra sempre com livro da biblioteca.
Tenho um livro com dedicat'oria do Vin'icius de Moraes. Pra outra pessoa.
J'a andei num daqueles ^onibus vermelhos de Londres.
J'a mexi escondido nas gavetas do meu pai. Li os livros de cordel que ele guarda l'a.
Tenho bisav'o.
Choro toda vez que vejo minha bisav'o com medo de ser a 'ultima. Mas n~ao deixo ela perceber. Mas ela sempre percebe.
Chorei agora.
Todos os rel'ogios da minha casa j'a se atrasaram. Inclusive os de pulso. O do pulso da Thereza tamb'em. At'e hoje a gente n~ao sabe o que aconteceu.
J'a deixei de estudar porque n~ao tinha 'caderno de rascunho'. Thereza tamb'em.
Canto embaixo do chuveiro.
J'a tive uma crise nervosa.
J'a alterei o DNA de uma bact'eria.
J'a clonei bact'eria ('E f'acil clonar bact'eria.)
Cheguei atrasada na minha primeira comunh~ao.
J'a fugi de casa.
Nunca vi neve.
J'a usei italiano de novela no aeroporto de Roma. E funcionou.
J'a achei dinheiro no ch~ao. 5 vezes.
J'a achei anel de ouro no asfalto. 2 vezes.
Ja fiz gol.
Tive uma joaninha de estimac~ao.
J'a fui orientada por uma surda-muda. Duas vezes. Uma vez debaixo de um tor'o em BH. Outra vez em Londres.
Tive minha chegada anunciada a um desconhecido por uma anjo. ("Um anjo do Senhor soprou no meu ouvido que era pra eu ficar aqui te esperando." Ele me esperava com uma senha da Pol'icia Federal pra tirar passaporte. Era meu 'ultimo dia pra que eu tirasse o documento a tempo de enviar com o resto da minha documentac~ao pra Universidade daqui. As senhas tinham acabado havia uma hora. Em troca ele me pediu uma orac~ao. Deus abenc~oe o Sr. Jorge.)
J'a cansei de brincar.
O jogo do curr'iculo, da Marina.
J'a escorreguei na lama.
J'a fui suspensa da escola.
J'a ganhei em jogo.
J'a tive uma cidade. J'a perdi duas cidades.
Nunca comi jil'o.
J'a quebrei o braco. Nunca quebrei a perna.
J'a fui internada num hospital.
J'a tive um p'e de jabuticaba. Nunca tive um pomar.
J'a li O Manifesto do Partido Comunista. Em vers~ao compilada. Nunca li Dom Casmurro.
J'a escrevi poesia.
J'a vi um assassinato.
J'a sonhei com Jason.
Nunca vi um parto.
J'a tive acesso de riso em um vel'orio. Em dois. Em tr^es. Tenho acessos de riso em vel'orios.
J'a tive um acesso de riso numa papelaria. S'o de olhar pro vendedor. E ele n~ao era feio. Nem bonito. Normal.
J'a perdi a oportunidade de ficar calada.
J'a perdi a oportunidade de falar.
J'a chorei de alegria.
J'a fiquei sem chorar de tanta tristeza.
Eu vi o Ulisses Guimar~aes de sunga de banho.
Nunca doei sangue.
J'a ganhei poesia.
J'a quis ter outro nome.
Nunca vi Rambo. Nem O Exterminador do futuro.
Nem um filme da primeira trilogia Star Wars inteiro.
J'a ganhei um buqu^e de flores de pl'astico.
J'a chorei escondido.
J'a aprendi a tocar piano. E n~ao sei mais ler partitura. J'a sonhei que eu destru'ia um piano com um machado.
J'a comprei um livro pelo cheiro. De livro antigo.
J'a fiquei pra sempre com livro da biblioteca.
Tenho um livro com dedicat'oria do Vin'icius de Moraes. Pra outra pessoa.
J'a andei num daqueles ^onibus vermelhos de Londres.
J'a mexi escondido nas gavetas do meu pai. Li os livros de cordel que ele guarda l'a.
Tenho bisav'o.
Choro toda vez que vejo minha bisav'o com medo de ser a 'ultima. Mas n~ao deixo ela perceber. Mas ela sempre percebe.
Chorei agora.
Todos os rel'ogios da minha casa j'a se atrasaram. Inclusive os de pulso. O do pulso da Thereza tamb'em. At'e hoje a gente n~ao sabe o que aconteceu.
J'a deixei de estudar porque n~ao tinha 'caderno de rascunho'. Thereza tamb'em.
Canto embaixo do chuveiro.
J'a tive uma crise nervosa.
J'a alterei o DNA de uma bact'eria.
J'a clonei bact'eria ('E f'acil clonar bact'eria.)
Cheguei atrasada na minha primeira comunh~ao.
J'a fugi de casa.
Nunca vi neve.
J'a usei italiano de novela no aeroporto de Roma. E funcionou.
J'a achei dinheiro no ch~ao. 5 vezes.
J'a achei anel de ouro no asfalto. 2 vezes.
Ja fiz gol.
Tive uma joaninha de estimac~ao.
J'a fui orientada por uma surda-muda. Duas vezes. Uma vez debaixo de um tor'o em BH. Outra vez em Londres.
Tive minha chegada anunciada a um desconhecido por uma anjo. ("Um anjo do Senhor soprou no meu ouvido que era pra eu ficar aqui te esperando." Ele me esperava com uma senha da Pol'icia Federal pra tirar passaporte. Era meu 'ultimo dia pra que eu tirasse o documento a tempo de enviar com o resto da minha documentac~ao pra Universidade daqui. As senhas tinham acabado havia uma hora. Em troca ele me pediu uma orac~ao. Deus abenc~oe o Sr. Jorge.)
J'a cansei de brincar.
O jogo do curr'iculo, da Marina.
6.7.02
Brasil
Fui num sebo aqui e achei um livro que se chama Brazil. Tinha uma coisa linda escrita na capa que eu queria copiar aqui. Mas era um calhamaco, um 'epico que eu nunca leria. Nao comprei, mas tava tentando achar alguma informacao na net. Dei de cara com um horror. Que 'e isso? Ningu'em vai fazer nada?
Fui num sebo aqui e achei um livro que se chama Brazil. Tinha uma coisa linda escrita na capa que eu queria copiar aqui. Mas era um calhamaco, um 'epico que eu nunca leria. Nao comprei, mas tava tentando achar alguma informacao na net. Dei de cara com um horror. Que 'e isso? Ningu'em vai fazer nada?
fora da palavra, quando mais dentro aflora
barulho
Essa coisa de viver numa cidade tao silenciosa como Cardiff, tao quietinha, onde nao se escuta nem latido de cachorro - s'o o latido daquele maldito p'assaro, tava me deixando louca. O silencio e o latido do p'assaro. "Sofri o grave frio dos medos, adoeci." Gastei quase todo o meu sal'ario da semana mas comprei barulhos. E logo dois, mas com efeito de tr^es.
Quem quiser me ligar: 07986135927. Mas nao sei como faz pra ligar da'i do Brasil.
E a tv s'o tem mesmo func~ao de barulho. O tempo todo s'o tem coisa tipo Band sabado de tarde. Ou SBT domingo de manh~a.
4.7.02
comida para quem precisa
Eu n~ao sou fresca com comida. J'a fui, mas depois de passar cinco anos numa faculdade, longe da fam'ilia, e vivendo de mesada, a coisa muda de figura. N~ao d'a pra ficar virando a cara pra bandej~ao. (Acho que foi o Mill^or que disse que 'quem vive de sal'ario m'inimo est'a condenado ao fim do m^es perp'etuo'.)
Antes de Ouro Preto eu n~ao comia pepino, repolho e s'o comia bife macio. Depois, at'e sopa de pedra eu traco. E me acostumei tanto e de fato que mesmo quando ia pra casa nas f'erias e podia comer o que eu quisesse, era capaz de jantar um prato de pepino. Ou um miojo.
Mas aquele porco servido hoje, o que era isso? Sal aqui eles n~ao p~oem mesmo. Mas o gosto era de lata de lixo, bem como o cheiro.
Outra coisa, comida indiana e tailandesa aqui 'e realmente apimentada (dizer que 'e sem sal 'e pleonasmo). A n~ao ser que voc^e seja como um primo meu que gosta de colacar pimenta na comida at'e sentir o couro cabeludo arder, n~ao d'a pra encarar. Fuja do curry.
E tem a cl'assica batata com vinagre. 'E isso mesmo! Batata frita aqui sem vinagre 'e como pizza a'i no Brasil sem ketchup. 'E bom avisar antes que a sua 'e without vinager, please, ou algo parecido.
Por 'ultimo, mas sem sair do assunto batatas, as tipo ruffles daqui, as batatas de saquinho (ai, de novo!) tamb'em s~ao sem sal, de maneira geral. Ent~ao 'e melhor procurar por uma salt added, j'a com sal.
Eu n~ao sou fresca com comida. J'a fui, mas depois de passar cinco anos numa faculdade, longe da fam'ilia, e vivendo de mesada, a coisa muda de figura. N~ao d'a pra ficar virando a cara pra bandej~ao. (Acho que foi o Mill^or que disse que 'quem vive de sal'ario m'inimo est'a condenado ao fim do m^es perp'etuo'.)
Antes de Ouro Preto eu n~ao comia pepino, repolho e s'o comia bife macio. Depois, at'e sopa de pedra eu traco. E me acostumei tanto e de fato que mesmo quando ia pra casa nas f'erias e podia comer o que eu quisesse, era capaz de jantar um prato de pepino. Ou um miojo.
Mas aquele porco servido hoje, o que era isso? Sal aqui eles n~ao p~oem mesmo. Mas o gosto era de lata de lixo, bem como o cheiro.
Outra coisa, comida indiana e tailandesa aqui 'e realmente apimentada (dizer que 'e sem sal 'e pleonasmo). A n~ao ser que voc^e seja como um primo meu que gosta de colacar pimenta na comida at'e sentir o couro cabeludo arder, n~ao d'a pra encarar. Fuja do curry.
E tem a cl'assica batata com vinagre. 'E isso mesmo! Batata frita aqui sem vinagre 'e como pizza a'i no Brasil sem ketchup. 'E bom avisar antes que a sua 'e without vinager, please, ou algo parecido.
Por 'ultimo, mas sem sair do assunto batatas, as tipo ruffles daqui, as batatas de saquinho (ai, de novo!) tamb'em s~ao sem sal, de maneira geral. Ent~ao 'e melhor procurar por uma salt added, j'a com sal.
Mc Dia Feliz
Ontem fui ao McDonalds. Tava louca por um Cheddar McMelt. Ningu'em nunca ouviu falar disso aqui n~ao. A moca do caixa ficou olhando pra mim com uma cara de interrogac~ao, e repetia: what? Tamb'em, nem queria.
Acabei pedindo um McLanche Feliz que vinha com a miniatura da Smurfete -lembra? Aquela azul? Custou �2,20. Ou 8,80 reais.
E nem adianta dar um pulo da cadeira e falar: que absurdo essa menina t'a gastando com comida! Comida aqui 'e cara mesmo. O bandej~ao da faculdade, tamb'em conhecido como budget meal, custa em m'edia �3, digo em m'edia porque depende do que se serve. Hoje, por exemplo, era arroz e carne de porco. E s'o. Mas a carne de porco tava t~ao, mas t~ao ruim que por mais que eu forcasse n~ao deu pra comer. Ou seja, paguei 12 reais por um prato de arroz sem sal.
Ontem fui ao McDonalds. Tava louca por um Cheddar McMelt. Ningu'em nunca ouviu falar disso aqui n~ao. A moca do caixa ficou olhando pra mim com uma cara de interrogac~ao, e repetia: what? Tamb'em, nem queria.
Acabei pedindo um McLanche Feliz que vinha com a miniatura da Smurfete -lembra? Aquela azul? Custou �2,20. Ou 8,80 reais.
E nem adianta dar um pulo da cadeira e falar: que absurdo essa menina t'a gastando com comida! Comida aqui 'e cara mesmo. O bandej~ao da faculdade, tamb'em conhecido como budget meal, custa em m'edia �3, digo em m'edia porque depende do que se serve. Hoje, por exemplo, era arroz e carne de porco. E s'o. Mas a carne de porco tava t~ao, mas t~ao ruim que por mais que eu forcasse n~ao deu pra comer. Ou seja, paguei 12 reais por um prato de arroz sem sal.
3.7.02
A que vim
Muita gente me pergunta o que exatamente faco aqui nesse reino d'al'em mar. Vou tentar explicar.
Era uma vez um lago onde n~ao nasciam mosquitos (nesse lugar ningu'em tinha problemas con dengue). Uns diziam: foi uma princesa que chorou a'i, bl'a, bl'a, bl'a. Mas o chato do cientista, de jaleco e 'oculos foi l'a, recolheu a 'agua do lago em um potinho e levou pro laborat'orio.
No laborat'orio ele descobriu um bichinho microsc'opico, as tais das bact'erias, mas essa era especial! Ela passava o dia produzindo uma prote'ina, como uma aranha teceria sua teia. Essa prote'ina era afinal o que matava os mosquitos.
Pergunta se o cientista ficou feliz descobrindo isso? Ficou. Mas cientista 'e um bicho que gosta de brincar de Deus, e este nosso quis, ele mesmo, aprender a receita da tal da prote'ina, pra que ele n~ao dependesse da vontade da bact'eria.
Todos os seres vivos, cavalo, 'arvore, bact'eria, voc^e, t^em um 'livro de receitas' onde est~ao escritas passo-a-passo todos os detalhes da produc~ao de todas as prote'inas. O cabelo 'e constitu'ido de um tipo de prote'ina, a folha de outro tipo, a saliva de outrs tipos. Prote'inas s~ao como tijolinhos que combinadas de maneira diferente e, com outros compostos, formam nosso corpo.
T'a. Mas o livro de receitas de todas as prote'inas de um ser vivo chama-se DNA. S'o que ele 'e escrito numa l'ingua diferente do portugu^es. E - acreditem! - essa l'ingua tem s'o 4 letras. Mas 'e bem dif'icil de entender.
Ent~ao meu papel aqui 'e descobrir o c'odigo gen'etico respons'avel pela produc~ao da prote'ina, decocific'a-lo, e inser'i-lo num vetor, uma outra bact'eria, mas que funcionaria como uma m'aquina pra produzir somente aquela prote'ina que eu quero.
Perguntas?
Muita gente me pergunta o que exatamente faco aqui nesse reino d'al'em mar. Vou tentar explicar.
Era uma vez um lago onde n~ao nasciam mosquitos (nesse lugar ningu'em tinha problemas con dengue). Uns diziam: foi uma princesa que chorou a'i, bl'a, bl'a, bl'a. Mas o chato do cientista, de jaleco e 'oculos foi l'a, recolheu a 'agua do lago em um potinho e levou pro laborat'orio.
No laborat'orio ele descobriu um bichinho microsc'opico, as tais das bact'erias, mas essa era especial! Ela passava o dia produzindo uma prote'ina, como uma aranha teceria sua teia. Essa prote'ina era afinal o que matava os mosquitos.
Pergunta se o cientista ficou feliz descobrindo isso? Ficou. Mas cientista 'e um bicho que gosta de brincar de Deus, e este nosso quis, ele mesmo, aprender a receita da tal da prote'ina, pra que ele n~ao dependesse da vontade da bact'eria.
Todos os seres vivos, cavalo, 'arvore, bact'eria, voc^e, t^em um 'livro de receitas' onde est~ao escritas passo-a-passo todos os detalhes da produc~ao de todas as prote'inas. O cabelo 'e constitu'ido de um tipo de prote'ina, a folha de outro tipo, a saliva de outrs tipos. Prote'inas s~ao como tijolinhos que combinadas de maneira diferente e, com outros compostos, formam nosso corpo.
T'a. Mas o livro de receitas de todas as prote'inas de um ser vivo chama-se DNA. S'o que ele 'e escrito numa l'ingua diferente do portugu^es. E - acreditem! - essa l'ingua tem s'o 4 letras. Mas 'e bem dif'icil de entender.
Ent~ao meu papel aqui 'e descobrir o c'odigo gen'etico respons'avel pela produc~ao da prote'ina, decocific'a-lo, e inser'i-lo num vetor, uma outra bact'eria, mas que funcionaria como uma m'aquina pra produzir somente aquela prote'ina que eu quero.
Perguntas?
2.7.02
M�e,
se a senhora se preocupasse menos em me dar serm�o - mesmo eu estando um oceano distante - e mais em checar os fatos, tinha percebido que aquele texto branco que fica vermelho l'a embaixo 'e um link pra outra p'agina. Ou seja: o texto n�o 'e meu.
Al'em disso 'leia a porra do manual' 'e a traduc�o quase literal de 'read the fucking manual' ou rtfm, jarg�o utilizado na internet pra responder perguntas consideradas triviais. Ao contr'ario do que parece 'rtfm' 'e uma resposta educada.
S'o pra conferir se eu tava mesmo exagerando nos palavr~oes eu dei uma revisada em toooda a p'agina. Quem me conhece sabe que eu n�o tenho esse tipo de linguajar a menos que esteja reeeealmente nervosa, tipo quando soco a canela no p'e da mesa. Pois 'e, o 'unico lugar em que achei palavr~oes, esses sim escritos por MIM foi no caso do japon^es peidorreiro. (Ao que me consta posso repetir essa palavra aqui porque peido n~ao 'e palavr~ao.) Cheguei a conclus~ao que s'o o uso dos palavr~oes indicaria claramente o meu estado de esp'irito com aquela hist'oria. N�o vou tirar nem uma palavra de l'a.
Tenho dito.
/R-T-F-M/ [UNIX] imp. Acronym for `Read The Fucking Manual'. Used by gurus to brush off questions they consider trivial or annoying. Used when reporting a problem to indicate that you aren't just asking out of randomness. "No, I can't figure out how to interface UNIX to my toaster, and yes, I have RTFM." Unlike sense , this use is considered polite.
P.S.: metido 'e palavr~ao?
se a senhora se preocupasse menos em me dar serm�o - mesmo eu estando um oceano distante - e mais em checar os fatos, tinha percebido que aquele texto branco que fica vermelho l'a embaixo 'e um link pra outra p'agina. Ou seja: o texto n�o 'e meu.
Al'em disso 'leia a porra do manual' 'e a traduc�o quase literal de 'read the fucking manual' ou rtfm, jarg�o utilizado na internet pra responder perguntas consideradas triviais. Ao contr'ario do que parece 'rtfm' 'e uma resposta educada.
S'o pra conferir se eu tava mesmo exagerando nos palavr~oes eu dei uma revisada em toooda a p'agina. Quem me conhece sabe que eu n�o tenho esse tipo de linguajar a menos que esteja reeeealmente nervosa, tipo quando soco a canela no p'e da mesa. Pois 'e, o 'unico lugar em que achei palavr~oes, esses sim escritos por MIM foi no caso do japon^es peidorreiro. (Ao que me consta posso repetir essa palavra aqui porque peido n~ao 'e palavr~ao.) Cheguei a conclus~ao que s'o o uso dos palavr~oes indicaria claramente o meu estado de esp'irito com aquela hist'oria. N�o vou tirar nem uma palavra de l'a.
Tenho dito.
/R-T-F-M/ [UNIX] imp. Acronym for `Read The Fucking Manual'. Used by gurus to brush off questions they consider trivial or annoying. Used when reporting a problem to indicate that you aren't just asking out of randomness. "No, I can't figure out how to interface UNIX to my toaster, and yes, I have RTFM." Unlike sense , this use is considered polite.
P.S.: metido 'e palavr~ao?
1.7.02
Amanh~a ele me mata, mas vamos l'a.
O Chico ficou com 'odio de um fide que mandou um e-mail super desaforado pra ele. O sujeitinho insinuou que o editor de inform'atica da Folha n~ao sabia a diferenca entre um gabinete e um CPU (eu n~ao sei...e s'o hoje fui saber - na carne - que os comandos de um pc, ou aquele computador simples de cada dia, n~ao funcionam pra um Macintosh, aquele lind~ao supercolorido). ^O Sr Madureira (O Chico tem a minha idade e uma cara de beb^e que faz parecer menos), calm down. O sucesso tem dessas coisas...
O Chico ficou com 'odio de um fide que mandou um e-mail super desaforado pra ele. O sujeitinho insinuou que o editor de inform'atica da Folha n~ao sabia a diferenca entre um gabinete e um CPU (eu n~ao sei...e s'o hoje fui saber - na carne - que os comandos de um pc, ou aquele computador simples de cada dia, n~ao funcionam pra um Macintosh, aquele lind~ao supercolorido). ^O Sr Madureira (O Chico tem a minha idade e uma cara de beb^e que faz parecer menos), calm down. O sucesso tem dessas coisas...
Mesmo daqui ainda tenho uns poucos amigos que mant^em contato. E que acompanham minha vida em tempo real. E permitem que eu acompanhe a deles tamb'em. (Que a forca - n~ao seja bobo, leia forssa - esteja com eles.) O Chico, por exemplo, passou por dois momentos cruciais nessas duas 'ultimas semanas. Primeiro foi uma not'icia que ele deu sobre a cobranca de taxas por servicos especiais do Hotmail, que foi t~ao mal entendida que acabou virando spam. D'a pra imaginar o sucesso que 'e isso? Calm down Chico, se alguma coisa que eu escrevesse virasse e-mail de corrente eu ia ficar era feliz da vida. E semana passada foi um furo AL (tamb'em sabia o que era isso n~ao. O Chico me explicou que 'e um furo em toda a Am'erica Latina).
Se continuar assim vai ficar metido.
Se continuar assim vai ficar metido.
N'os e o futebol
"(...)Temos uma teimosia gen�tica que supera aquela pregui�a macuna�mica, mais aned�tica do que real. Essa teimosia, pouco a pouco vai se incorporando � persona do brasileiro, � um pouco mal-informada, mas constitui uma fonte de energia que nos torna capazes de, esparsamente, fazermos coisas maravilhosas, nem sempre necess�rias, mas l�dicas: como Bras�lia, algumas manifesta��es no campo da m�sica e do cinema e, no topo de tudo, no futebol.
N�o se trata de ufanismo(...). Temos tantos problemas, tantos estrangulamentos em nossa caminhada hist�rica que seria rid�culo cantar vit�ria, mesmo quando merecemos cant�-la, como agora.
Mas a conquista do pentacampeonato no Jap�o, de forma l�mpida e insofism�vel, num jogo com um advers�rio respeit�vel e numa partida sem viol�ncias nem incidentes, mostra mais uma vez a nossa voca��o a um destino nacional que ser� constru�do pelo nosso povo, apesar do governo, das institui��es e das elites ressentidas porque n�o falamos ingl�s, n�o usamos o d�lar e, como naquela marchinha do Lamartine Babo, preferimos a feijoada e o parati." Cony
"(...)Temos uma teimosia gen�tica que supera aquela pregui�a macuna�mica, mais aned�tica do que real. Essa teimosia, pouco a pouco vai se incorporando � persona do brasileiro, � um pouco mal-informada, mas constitui uma fonte de energia que nos torna capazes de, esparsamente, fazermos coisas maravilhosas, nem sempre necess�rias, mas l�dicas: como Bras�lia, algumas manifesta��es no campo da m�sica e do cinema e, no topo de tudo, no futebol.
N�o se trata de ufanismo(...). Temos tantos problemas, tantos estrangulamentos em nossa caminhada hist�rica que seria rid�culo cantar vit�ria, mesmo quando merecemos cant�-la, como agora.
Mas a conquista do pentacampeonato no Jap�o, de forma l�mpida e insofism�vel, num jogo com um advers�rio respeit�vel e numa partida sem viol�ncias nem incidentes, mostra mais uma vez a nossa voca��o a um destino nacional que ser� constru�do pelo nosso povo, apesar do governo, das institui��es e das elites ressentidas porque n�o falamos ingl�s, n�o usamos o d�lar e, como naquela marchinha do Lamartine Babo, preferimos a feijoada e o parati." Cony
28.6.02
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