6.1.05

sonho, logo existo.

5.1.05

"Quando se escreve alguma coisa, essa coisa fica assente. Transforma-se num dogma. E depois as pessoas podem discuti-lo, tornam-se autoritárias, fazem referências aos textos, produzem novos manuscritos, discutem mais e não tarda nada estão a matar-se uns aos outros. Se nunca escreveres nada, então ninguém sabe exactamente o que disseste e, por isso, podes sempre mudar de opinião. Será que tenho de te explicar tudo?"

Merlim, Crônicas do Senhor da Guerra.

3.1.05

Lugares onde eu quero viver (de novo)



Cardiff


Londres


Ouro Preto


Edimburgh


Mundo da Fantasia
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).


Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.


drummond

28.12.04


27.12.04

Perdi a capacidade de assombro
mas continuo perplexa.

houve um tempo em que minhas preocupações eram mais poéticas (o que eu seria na vida, se viveria mesmo no exílio ou se voltaria à terra-mãe). Hoje tenho que "anallisar problemas e providenciar ações corretivas".

estou perdendo a poesia.

1.11.04

"Eu sei que você chora de madrugada. Meu sono não é tão pesado assim. Finjo que não escuto porque te respeito. Mas sei."
A primeira vez que vi Teresa
Achei que ela tinha pernas estúpidas
Achei também que a cara parecia uma perna


Quando vi Teresa de novo
Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo
(Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse)


Da terceira vez não vi mais nada
Os céus se misturaram com a terra
E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.

Manuel Bandeira

29.10.04

emperrei. máquina enferrujada. caneta sem tinta. teclado com defeito. travei. deu pau na máquina. não sei mais escrever.

(ai meu dEUS, perdão meu marido, apaixonado por minhas letras: as perdi. todas, aos pouquinhos como vazamento de perfume com vidro fechado. evaporou-se a verve. e agora?)

nem dá pra recorrer a são judas tadeu, era pra ter sido ontem, me esqueci. quem sabe hoje o santinho não tá mais folgado e me concede a graça? ontem não deve ter sido bolinho, ufff.

vou tentar, e de tentativa em tentativa encho o papo. azeito o papo. melhoro o papo, cresço o assunto.
Ai, acho que perdi o jeito.

2.7.04

E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.

17.12.03

Eu não podia fazer movimentos bruscos, mesmo porque aquela aranha era típica aranha bulabula, dessas que ficam saltitando de lá para cá. uia.

16.12.03

Era uma vez eu fugi de casa. No primeiro dia era bom e tinha goiabas. No segundo um peixe me ensinou a nadar. Um minuto e eu era sem lembran�a de voltar. Mas a saudade um dia aperta e � esquecer pra sempre ou voltar (pra logo depois querer fugir de novo). Voltei pra casa. O bulabula renasce.